A bicicleta não é apenas uma ferramenta de transporte, mas um meio de emancipação, uma arma de libertação. Liberta o espirito e o corpo das inquietudes morais e das doenças físicas do mundo moderno, da ostentação, da convenção e da hipocrisia aonde a aparência é tudo, mas não somos nada. By Paul de Vivie



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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Bikes alemã

Já fazem 4 anos que meu irmão e a Dani se mudaram pra Berlim.
Ele era advogado aqui no Brasil e foram de mala e cuia a Berlim, largou tudo e virou bike messenger.
Admiro muito eles por isto, sem suporte algum, foram na cara e na coragem pro outro lado do mundo e se encontrou pedalando fazendo o que gosta.
Abaixo as bikes que eles tiveram neste período, uma mini copia do meu post da evolução das bikes.

















Estas duas foram as primeiras que eles compraram, lindas, com trava no garfo e farol com dínamo. 
Como não tinham planos na época, como agora, de ter um carro, estas duas foram o modal deles pra desbravar Berlim e se locomover.
Porém, como era pesadas e pouco pratica para fazer entrega, acabaram vendendo, a feminina foi pra roma e a masculina ficou em Berlim.
Confesso que gostaria muito de ter pedalado nelas, mas acabou não dando tempo.
Depois comprou esta speed antiga, que também se mostrou pouco hábil, para pedalar com entregas.




Pela foto, da pra perceber que não era uma boa geometria para ele e acabou vendendo.
Ele se encontrou mesmo foi com a Merida, que ja fechou mais de 40 mil km.




Esta é guerreira, ja trocou n vezes a relação, fora a correntes, que perdeu a conta.
Muitos colegas dele indicavam uma fixa para ele não ter muito gasto e poder deixar na rua sem preocupação, então ele comprou esta.



Acabou usando pra treinar em casa com rolo, mas não se adaptou e acabou vendendo também.
Depois desta, encomendou uma cargueira, para aumentar o volume das entregas e aproveitar pra ajudar na mudança.
Como a magrela estava em produção e não ia dar tempo de chegar para a mudança, um amigo dele emprestou um "caminhão"para ele usar na mudança.


Pra se ter uma ideia, coube numa viagem, toda as coisas maiores deles no "caminhão" e os menores ele levou na merida.

Mochila que ele levou o rolo e uma bota pra pedalar no inverno.


Videozinhos dele pedalando o caminhão. 
Tem motor elétrico que vazia a autonomia é de 45 km e carregada de 20 km. Finalizando a mudança, deu 2 dias, foi avisado que chegou a nova cargueira. 
Como comprou de um amigo que tem um bike shop, ele foi lá ajudar a montar.









No bicicletário do prédio.

Disse que apesar de ter a parte da frente, é bastante ágil e fácil de manobrar, sem contar que pelo tamanho é bem leve e pratica, bom pra quem pedala diariamente entre 80 a 100 km.
Agora é esperar passar tudo isto, juntar uma grana e curtir com o mano Berlim.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Ctba -São Luiz do Purunã - Ponte dos Arcos - Porto Amazonas - Lapa

Voltando a fazer pedal de 3 dígitos, Marlon me convidou a fazer a saga em epigrafe.
Como iriamos fazer um pedal longo, peguei o bar end da Trek pra por na Giant, para ficar mais confortável e o bagageiro pra levar o alforge.

A judith ficou depenada, tadinha...

Acordei as 5h da matina, pois o combinado era estar na Havan do Barigui as 6h. 
Inicialmente iriamos de carro até o pedágio, mas não conseguimos com as patroas então fomos no modo rutz mesmo.
Saímos eu, Marlon e Giuliano.

A parte engraçada é que no mesmo horário, meu guri tava voltando da balada com uns amigos.

As 8h estávamos chegando no pedágio. Comemos algo e seguimos pra ponte.

O tempo estava muito ameno, um ventinho gelado, mas agradável, o que ajudou bastante no nosso adiantamento, uma vez que iriamos voltar de Lapa por ônibus.
Tinhamos que chegar antes das 16h, pois o próximo somente as 20h.
Paramos numa capela de 1789 pra tirar umas fotos e descansar, antes de irmos pra ponte dos arcos.




No caminho pra ponte, meu pneu estava muchando, mas como estávamos quase chegando, deixei pra arrumar aguardando o trem passar.


Chegando na ponte, encostei a magrela e tirei o pneu para trocar a câmara.
Como o trem não passava, deu tempo de remendar a câmara e ainda fazer um manchão no pneu, para seguir pedal.
Um adendo, o burrão aqui, colocou o pneu ao contrario do giro e só deu cabo quando chegamos na rodoviária kkkk.
Lembramos de algumas noticias sobre a ponte e resolvemos seguir a dica, que era aguardar entre 20 a 30 minutos, para depois passa-la.




A ideia era fazer um vídeo no chegada, como foi feito e


Outro atravessando a ponte.
Porém aguardarmos 20 minutos e nada, 30, 40, 45 minutos e nada do trem passar.
Ficamos preocupado com nosso horário e decidimos - a contra gosto - passar mesmo assim.
Foi os 5~10 minutos, mais angustiante da minha vida, batimento cardíaco a milhão e assim fomos.
Nem filmamos nada, pois não tinha como, numa mão estava empurrando a magrela e na outra o * de tanto receio do cazzo do trem nos pegar no meio da ponte.
Foi tenso mais graças a Deus, não aconteceu nada.




Saímos da ponte, ficamos pedalando cerca de uns 2km pelo trilho, até pegar uma estrada para pegarmos um Haras pra cortar caminho para Porto Amazonas.








Margeando o rio Iguaçu, passamos no Haras Valente sem maiores problemas, chegando próximo das 13h em Porto Amazonas.
Lá passamos num mercado, compramos umas cervejinhas, umas porcarias e fomos numa praça almoçar.
Fizemos contato com as patroas, para avisar que estávamos bem e quase chegando em Lapa.
A ideia era ir mais por dentro ainda, mas tem uma balsa para atravessar o rio Iguaçu que soubemos que estava desativada, então pra não perdermos mais tempo, fomos via asfalto até Lapa.
Comemos, enrolamos um pouco e zarpamos.
A distancia de Porto Amazonas a Lapa é de 32 km.
Um sobe e sobe sem fim, pior que o Cerne, na minha opinião de pedalante fora de forma.


Mas com fone de ouvido baixei a cabeça e pernas pra que te quero.


Confesso que em alguns trechos empurrei, pois nem na vovozinha estava dando conta da subida.

Depois de quase 2h:40m chegamos na Lapa.
Paramos num mercado, para comprarmos cerveja e fomos direto para rodoviária.
Lá chegando, o guia só iria vender a passagem se o motorista autorizasse levar as magrelas no bagageiro.
Momentos de tensão, até o busão chegar, já bolando um plano b caso não rolasse.
Busão chegou as 16h:40m e deu tudo certo, as magrelas, tinham que ir sem rodas no bagageiro e pronto, só descansar.

Tomamos umas cervejinhas e dopo de 1h:30m estávamos na rodoviária de Curitiba.
Nos despedimos e as 18h mais ou menos, estava em casa.
Fechei com 130 km em 10hrs de pedal.


Fotos e videos minhas, do Marlon e Giuliano.