A bicicleta não é apenas uma ferramenta de transporte, mas um meio de emancipação, uma arma de libertação. Liberta o espirito e o corpo das inquietudes morais e das doenças físicas do mundo moderno, da ostentação, da convenção e da hipocrisia aonde a aparência é tudo, mas não somos nada. By Paul de Vivie



terça-feira, 16 de junho de 2026

Cachoeira dos Forninhos - Papanduva SJP

Estamos programando um pedal pro dia 20 e Jefferson sugeriu um para darmos uma esquentada no domingo, para a Cachoeira dos Forninhos, aqui em São José dos Pinhais. 

Fiquei animado, porque iria ver a turma novamente, no "quintal de casa" e pensando que como sábado fez um dia lindo, seria igual no domingo.
Errei feio, errei rude, no sábado o tempo virou, permaneceu nos 10°C com possibilidade de chuva e não deu outra, chuveu e muito.
Bom, como sempre brinco, sair de casa com chuva é uma coisa, chover no caminho é outra completamente distinta, então seguimos.
Depois da foto, andamos uns 15~20km e começou a garoar e não parava.
Coincidentemente chegamos no fim do asfalto e hora aumentava, hora diminuia a garoa/chuvinha. 
Foi assim, praticamente o caminho todo. 

Bruno ficou pistola que tinha feito revisão uns dias antes e mesmo a gente insistindo pra continuar, deu piti e voltou embora. Paciencia. Graças a Deus que chegou bem em casa. 

Depois do ocorrido, encontramos uns paredões de subida, que valha-me Deus, parecia mentira kkkk no total deu quase 2mil de altimetria. 
ao chegarmos na entrada da Fazenda para irmos pra cachoeira, quebrou o power link do Eraldo e substituimos com um do Adriano, porém o cabeção aqui, passou errado a corrente e tivemos que por mais um, pra ele poder rodar em segurança.




Videos gravados pelo Halisson. 
Depois de quase 45min, conseguimos fazer a bike rodar bem, apesar da sujeira do trajeto. 
Pulamos a cerca, depois andamos mais um pouco, abrimos uma porteira e chegamos na cachoeira.





Ficamos por lá um tempo, sem possibilidade de entrar na água, claro kkkk e depois subimos para comer alguma coisa e zarpar. 

Ao lado da entrada da cachoeira, tem um caminho que leva aos fornos, por isto o nome, porém acabei não tirando foto, pegando uma do blog Mundo da Ceci


Após comermos, decidimos voltar. 
Acho que faltou da minha parte, comer melhor ou mais e liquidos, pois levei o suficiente pro pedal, mas eu sentia que tinha perna, porém energia tava quase a zero. 
Comi pão com doce de leite e aos poucos gominha, o que fez com que melhorasse minha energia e conseguisse voltar sem quebrar. 
Mas confesso que fiz uma coisa que fazia tempo que não fazia, empurrar na subida, pois tinha umas que tive que trocar a mecanica, para não me arrebentar depois e deu certo, voltei bem de boa. 
No portal nos despedimos, peguei o rumo pra casa. 
Ao chegar deixei a magrela no bicicletário, tirei tudo que dava e podia tirar, ficando só de bermuda, camiseta, meia e fui pra casa. 
A limpeza ficaria proutro dia. 
Em algum momento, percebi que não liguei no relogio a opção de travar a tela e ele acabou desligando no meio do caminho o trajeto, então na volta liguei o strava. 


Fantástico o trajeto, o clima - fazia tempo que queria pedalar assim - e principalmente a galera e a resenha.
Depois posto o processo de limpeza. 
Que venha os próximos.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Corrida com o coroa

Viajamos para Londrina no feriado de Corpus Christi para o aniversário de 71 anos do meu pai.
Além da feijoada de comemoração, aproveitei a viagem para cumprir uma meta antiga e trazer conteúdo esportivo para cá: correr com ele.
Sob o frio de 13°C da cidade, mas aquecidos por um sol de inverno sensacional, calçamos os tênis e zarpamos.


Foi muito legal correr com o pai.
Ele vai num ritmo muito tranquilo e sem ansiedade, sem ficar bitolado com o pace, monitorando apenas os batimentos para não ultrapassar o limite.
Sem pressa, curtindo a paisagem.
Sempre aprendo com ele, e esse dia foi mais uma lição: correr, relaxar e não se preocupar com desempenho, só com o momento...


quinta-feira, 14 de maio de 2026

Noturno SJP - Grupo Persegue

Depois de muito tempo, finalmente consegui sair pra pedalar com o grupo.
Apesar do frio, me agasalhei super bem e fui ao encontro do pessoal. 17 bikers com o mesmo objetivo, pedalar e passar frio kkkk


Fomos para as Colônias, num pedalzinho de 2h mais ou menos, num bom ritmo. 
Cheguei em casa antes das 22h, banhei, comi e berço. 
Sobre o cubo, tava redondinha a bike, até as mudanças de marchas entrando como uma luva, pena que sábado agora mudará o tempo, mas deixamos pra proxima semana outro pedal...


quarta-feira, 13 de maio de 2026

dia das mães

Aproveitei que fui viajar a trabalho a SC e acabei ficando em BC, para aproveitar o resto da semana com a mãe. 


fiquei de quarta a domingo lá, o que foi muito bom, pois desde o final do ano que não a via.
Bom, fomos todos os dias na academia juntos e na quinta fui correr de manhã.
Acordei cedo, corri 5km na orla, como não tava quente e nem frio, aproveitei e depois da corrida, tirei a roupa e tenis, deixando na areia e fui com a bermuda termica dar uns mergulhos.
O mais divertido, era eu tentando controlar a hora de ir embora e sendo ganhado pelo prazer de estar no mar, mergulhando e descarregando energia. 

Sai de lá mega feliz, pena que noutros dias o tempo virou e acabou chovendo e fazendo frio, mas aproveitei e bem tudo.  


terça-feira, 5 de maio de 2026

Novo cubo

A Giant montei em 2007. Juntei uma grana boa e pus o que dava com o dinheiro e acertei em cheio.
Pus cubos, freios e pedevela deore e relação Alívio.
Ficou um bom tempo com esta configuração.
Em algum tempo, bem antes do blog, cai e estraguei os trocadores, dai consegui vende-los e comprei os atuais sram.
Bom, depois deste tempo todo, fui ao encontro de uns colegas novos q fiz aqui em SJP e aconteceu isto:

Conversando com o mano, foi o freehub.
Liguei em 5 bicicletaria aqui na cidade. 3 so tinha horário pra meados de maio, uma me perguntou o que era freehub, dai desliguei kkk e consegui na bike shop.
O deore tava caro e peguei um abaixo, que conforme meu irmão comentou, era a mesma coisa.
Fui pegar hoje, mas so dei uma voltinha.
Fizeram um baita serviço, agora e voltar a pedalar...



segunda-feira, 27 de abril de 2026

Hair cut

Depois que nos mudamos para SJP, fui 1 vez de carro cortar o cabelo, pois ja tinha outros compromissos e outras 3 vezes de magrela. 
Depois de quase 45 dias sem cortar, consegui agendar para sábado ir pra capitar e finalmente dar uma ajeitada na juba. 
Tava sentindo falta de pedalar, a Giant ta no mecanico, pois quebrou o freehub, então peguei a trekzinha e aproveitei pra matar a saudade.
Depois do cabelo, dei uma enrolada e segui ao encontro das meninas...


terça-feira, 24 de março de 2026

Atleta engaiolado

Desde muito cedo, sempre gostei de fazer esporte, principalmente bike.
Tinha um avô maravilhoso, que fazia de tudo para sempre me ver pedalando.
Claro, nesta história meu irmão está sempre do meu lado e desenvolvemos juntos esta paixão por bikes.

Lembro que nos anos 90, quando abriu a importação de tudo no Brasil, diversas lojas importaram as bikes que só víamos em revistas especializadas. GT, Trek, Gary Fisher, Nishiki... era um festival de quadros, peças e acessórios novos que era um deslumbre para todos os amantes de bike.

Na época era impossível termos uma, era um absurdo de caro. Mas, em contrapartida, olhar, era de graça e vivíamos em lojas especializadas namorando as magrelas importadas.
Tínhamos uma Caloi de entrada, que dava conta do recado. Lembro que matava aula nos sábados para fazer trilha com amigos; voltava todo sujo e lameado, mas sempre com um sorriso no rosto.

Após muito tempo, consegui adquirir de um amigo uma Trek, que era um dos meus sonhos de consumo. Sempre que posso, a uso tanto como meio de locomoção quanto para lazer.

Quando não consigo pedalar, acabo indo correr, um dos meus outros hobbies.
Antigamente, colocava um tênis, mal se aquecia e ia correr nas ruas de Londrina. Com o tempo e a situação melhorando, ia de walkman para escutar uma música. Quando surgiram aqueles rádios minúsculos que só pegavam FM, era ótimo; sempre ia correr quando havia aquela seleção de músicas sem intervalo comercial. Mais adiante, quando começou a surgir os relógios que mediam batimentos cardíacos, comprei um Polar de entrada e era muito bom acompanhar meu ritmo.
Agora, com o advento do celular, tudo isto está nele, fora o smartwatch no pulso para controlar tudo a um toque.

Durante a pandemia, alternei meus dois hobbies acima com a musculação, pois era uma forma de sair de casa. Entrei no modo home-office e estou nele desde então. Meus três hobbies viraram minha válvula de escape, sendo a musculação o principal, pois é ela que me dá todo suporte para praticar os outros dois. Mas também é quando eu saio de casa, sendo minha "socialização silenciosa".

A musculação acaba sendo minha terapia diária para sair da clausura que é ficar em casa 24/7. E aí é que entra o título da prosa.

Peguei um resfriado semana passada e acabei tendo que ficar em modo "off" por uns dias. Foi bem desgastante, ainda mais que no profissional está bem puxado, a ponto de explodir. A "terapia" — tanto bike, corrida quanto musculação — amenizava um pouco o sufocamento. Voltei a mil e feliz com meus hobbies, mas hoje levei uma bronca: ainda estou com tosse e fui vetado mais uma vez de fazê-los por mais uns 2 ou 3 dias.

Claro, ao longo dos meus 47 anos e dados os devaneios já postados no blog, sempre tive estes intervalos na vida. Mas parece que agora, na atual conjuntura profissional, está sendo mais difícil lidar.

Dizem que esporte não é terapia, que a prosa com o coleguinha é só um papo de elevador para passar o tempo e que temos que ter um profissional qualificado ao nosso lado para nos escutar e dar um norte. Mas confesso que o silêncio do esporte e minhas abas cerebrais — passando o que sinto em cada uma, até chegar na aba "EU" e analisar eu e eu mesmo — me fazem muita falta.

Confesso que o silêncio do movimento me faz falta.
Enquanto não posso suar, deixo aqui essas palavras. Talvez para que o "Dagu do futuro" veja que essa tempestade também passou...